Ao contrário do que vem sendo dito, o ano de 2017 para o Palmeiras não é de esquecimento, mas sim de aprendizado. Taxado como favorito a ganhar tudo desde o início do ano, o primeiro tropeço veio logo no Paulistão. Após uma derrota por 3 a 0 para a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, o verdão não conseguiu reverter o resultado negativo e perdeu a primeira chance de sagrar-se campeão. Em seguida, vieram duas outras desclassificações. A primeira contra o Cruzeiro, nas quartas de final da Copa do Brasil. E a segunda, e mais dolorosa, contra o Barcelona, nas oitavas da Libertadores. Porém, apesar de todos os empecilhos que o alviverde passou, uma vice-liderança no Brasileirão classificou a equipe direto para a fase de grupos da Copa Libertadores.

Além das eliminações, as trocas de técnico também foram fundamentais para a má campanha da equipe de Valentim, que pegou o time após a demissão de Cuca, com a responsabilidade de tentar alcançar o Corinthians na liderança da competição nacional.

A escolha do treinador

Ao contrário do que foi feito em 2017, a diretoria palmeirense apostou em um técnico que, diferente de Eduardo Baptista, já tem algum prestígio no futebol brasileiro. Além da escolha por Roger Machado, outro fator importante foi a definição logo após o término da temporada, que dará tempo ao treinador para trabalhar, organizar o atual elenco e pensar reforços.

Roger Machado em sua apresentação no Palmeiras (Cesar Grecco/Palmeiras)

Roger ficou conhecido no futebol após fazer uma boa campanha com o Grêmio no Brasileirão 2015, quando alcançou uma 3ª colocação, mostrando um bom futebol. A boa temporada de 2015 garantiu Machado no cargo para 2016, mas as coisas não correram tão bem, e o treinador foi demitido ao final do mesmo ano após uma derrota para a Ponte Preta, por 3 a 0, em meados de setembro. Dois meses depois, foi procurado e acertou sua ida para o Atlético Mineiro.

Pelo Galo, Roger venceu o Campeonato Mineiro de 2017, e as expectativas em seu trabalho voltaram a crescer. Entretanto, o Atlético fez um péssimo ano em relação a promessa após o título mineiro e o treinador foi demitido do cargo ainda em julho de 2017.

Por fim, após a decepção com Mano Menezes, que renovou com o Cruzeiro, o Palmeiras anunciou a contratação de Roger para comandar o bom elenco alviverde em 2018.

Reforços de peso

Para a próxima temporada, o verdão já confirmou a contratação de dois excelentes reforços. Na lateral esquerda, um dos pontos frágeis da equipe em 2017, que dependia dos altos e baixos de Egídio, o nome acertado foi Diogo Barbosa. Um dos melhores laterais do Brasileirão e da Copa do Brasil, Diogo foi fundamental na campanha vitoriosa do Cruzeiro.

Para o meio campo, um dos melhores meias do futebol brasileiro, Lucas Lima, acertou contrato com o Palmeiras. O ex camisa 10 santista chega com muita expectativa, afinal, foi o melhor nome do Santos na Libertadores 2017, junto com o arqueiro Vanderlei. Um fator de destaque com a chegada de Lucas é que, nas últimas semanas, Moisés alegou que prefere jogar com segundo volante, assim abrindo espaço para uma entrada direto na equipe titular do ex jogador santista.

O alviverde ainda busca um lateral direito e tem Rafinha, atualmente no Bayern, como um dos nomes preferidos pela diretoria.

Alguns jogadores emprestados também devem retornar, como Victor Luis, atual lateral esquerdo do Botafogo, Allione, meia do Bahia, Thiago Martins, também zagueiro do Bahia, entre outros.

A temporada 2018

Novamente, a equipe de palestra Itália chegará para próxima temporada como uma das mais fortes do Brasil e com grande possibilidade de títulos. Mas resta saber se Maurício Galliote e Alexandre Mattos, omissos nas horas mais complicadas de 2017, saberão lidar com a pressão em cima de Roger Machado, caso os resultados não venham de imediato.

Os objetivo para 2018 é o mesmo. O verdão vai em busca da Libertadores da América, competição que necessita de regularidade, afinal, com duração de março até novembro, é primordial a manutenção do treinador e de todos os jogadores pertencentes ao elenco.