O sonho de uma equipe asiática nas quartas de final da Copa do Mundo caiu aos acréscimos do segundo tempo, diante da finalização de Chadli, da Bélgica. O Japão chegou a abrir 2 a 0 mas não conseguiu segurar. Wanderley Cesaretti Moreira é um dos técnicos que atua na Ásia. Se somar a atual passagem na China com o período no Japão, já se vão 15 anos. Para ele, os belgas menosprezaram um pouco os nipônicos, e isso rendeu a vantagem aos samurais.

“Acho que a Bélgica menosprezou o Japão porque eles tem o time superior. Tanto que quando apertou, teve gol. Mas é aquela velha história do futebol, não se ganha antes do jogo. Quase custou caro para a Bélgica, apesar de o Japão ter feito o melhor duelo dele nas Copas”, disse o ex-técnico do Montedio Yamagata, Chikyu Kankyou, Koto Gakoo e Fujieda Meisei. Apesar de não ter passado de fase, Cesaretti apontou o Irã como a melhor seleção asiática do Mundial.

Opinião similar a de Alex Alves, atualmente no YC China, o treinador que trabalhou na cidade onde nasceu Carlos Queiroz, tecnico iraniano, se diz fã do estilo de jogo que ele implementa em suas equipes.

Alex Alves, técnico brasileiro que atua na China (Arquivo Pessoal)

“Admiro muito o estilo do Carlos Queiroz, tive o privilégio de trabalhar no Ferroviário Nampula na terra dele. É um excelente profissional mas o grupo forte acabou atrapalhando. Faltou experiência na hora de decidir. Destaco o mesmo modelo de jogo apresentado pela maioria das seleções na primeira fase. O Japão foi a surpresa, ninguém esperava”, afirmou o treinador que também acumula a função de football coach.

Uma outra situação que e unanimidade dentre os brasileiros no continente asiático é o caminho do Brasil. Tanto para Wanderley, quanto Alex, o chaveamento começou a se abrir para a seleção canarinha. “Saíram algumas seleções que não esperávamos e isso abriu o espaço para o Brasil. Mas é manter os pés no chão para buscarmos o hexa. Não vai ser fácil”, afirmou ele.

Para Cesaretti, a Copa ficou boa para o Brasil. “Os caminhos se abriram. A Copa ficou boa para o Brasil. Vamos ver o que acontece entre Uruguai e França, mas na minha opinião, hoje o Brasil é favorito”, finaliza.